sexta-feira, 10 de julho de 2020

Caderno de notas de Leonardo da Vinci

Leonardo da Vinci , escreveu no seu 
Caderno de Notas: 

"Não deve ser difícil a você parar algumas vezes 
para olhar as manchas de uma parede, 
ou as cinzas de uma fogueira, ou as nuvens, 
a lama e outras coisas no gênero nas quais ... 
vai encontrar idéias 
verdadeiramente maravilhosas. "


Manuscritos de Leonardo da Vinci :

http://www.bl.uk/manuscripts/Viewer.aspx?ref=arundel_ms_263_f001r

A vida, os números, a geometria sagrada, a matemática...

Reflexões e trechos de estudos
A vida, os números, a geometria sagrada, 
a matemática...
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Cogitoergo sum é uma frase de autoria do filósofo e matemático francês René Descartes (1596 - 1650). 
Em geral, é traduzida para o português como "penso, logo existo"; embora seja mais correto traduzi-la como "penso, portanto sou". ... 
Descartes alcança essa conclusão após duvidar da verdade de todas as coisas

((Eu sou !))
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Erwin Schrödinger

Erwin Schrodinger, 1987-1961 Prêmio Nobel de Física de 1933, pelo desenvolvimento da equação de Schrodinger, que descreve o comportamento quântico de uma molécula. 

Livro: O que é a vida ?
Trecho:

Duas maneiras de produzir ordem

A ordem encontrada no desenvolvimento da vida vem de uma fonte diferente.
Parece que existem dois “mecanismos" diferentes pelos quais eventos ordenados
podem ser produzidos: o “mecanismo estatístico”, que produz “ordem a partir da
desordem" e um novo, que produz “ordem a partir da ordem". Para a mente sem
preconceitos, o segundo princípio parece muito mais simples, muito mais
plausível. Sem dúvida o é. Esse é o motivo pelo qual os físicos tanto se
orgulhavam de ter encontrado o outro, o princípio da “ordem a partir da
desordem", que é realmente seguido pela Natureza e que sozinho permite
entender a grande linha de eventos naturais, primeiramente, sua irreversibilidade.
Mas não podemos esperar que as “leis da física" dele derivadas bastem para
explicar o comportamento da matéria viva, cujas mais evidentes características
são visivelmente baseadas no princípio da “ordem a partir da ordem". Não seria
de esperar que dois mecanismos inteiramente diferentes resultassem no mesmo
tipo de lei. Você não esperaria que sua chave abrisse também a porta do vizinho.
Não devemos, portanto, sentir-nos desencorajados pela dificuldade de interpretar
a vida a partir das leis comuns da física. Pois dificuldade é justamente o que se
deve esperar do conhecimento que adquirimos da estrutura da matéria viva.
Devemos estar preparados para nela encontrar um novo tipo de lei física. Ou
devemos dizer uma lei não-física, para não dizer superfísica?
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"Se você continuar a fazer oque sempre fez, 
com absoluta certeza continuará a ser o que sempre foi."
Carlos Rosa
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Transforme-se!
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Antoine Jean-Baptiste Marie Roger Foscolombe, Conde de Saint-Exupéry, popularmente conhecido como Antoine de Saint-Exupéry (Lyon29 de junho de 1900 — litoral sul da França31 de julho de 1944) foi um escritorilustrador e piloto francês, terceiro filho do conde Jean Saint-Exupéry e da condessa Marie Foscolombe.

 Antoine de SAINT-EXUPÉRY
“O Pequeno Príncipe”

“As pessoas crescidas adoram os números.
Quando você lhes fala de um novo amigo, elas
nunca perguntam o essencial: ‘Qual é o som de sua voz?

Quais são os seus brinquedos preferidos? Ele 
coleciona borboletas?’

Elas sempre p
erguntam: ‘Qual é sua idade? Quantos irmãos ele tem?
Quanto ele pesa? Quanto ganha seu pai?’ 
Somente então elas acreditam tê-lo conhecido.
Se você diz às pessoas crescidas:
 ‘Eu vi uma bela casa de tijolos cor-de-rosa, com gerânios na janela e pombos no telhado...’, 
elas não conseguem nem imaginar essa casa. 
É necessário dizer-lhes:
‘Eu vi uma casa de cem mil francos’.
 Então elas exclamam: ‘Como é bonita!’.”


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A matemática e o número 12

O lema da escola pitagórica era “Tudo é número”. Eles procuravam explicar tudo que existe na natureza através dos números. Os pitagóricos formaram uma sociedade cujo emblema era o pentágono estrelado – ou pentagrama. A única aspiração deles era o conhecimento. Os estudos dos pitagóricos trouxeram grandes contribuições para a Matemática, principalmente na Geometria. Entre essas contribuições, a de maior sucesso foi sem dúvida o conhecido teorema de Pitágoras. Mesmo depois da morte de Pitágoras, ocorrida por volta de 500 a.C., a sociedade dos pitagóricos continuou a existir por mais de quatro séculos. 

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Reflexão: 
Homo liber nulla âe re minus quam de morte cogitat; et ejus sapientia non mortis
sed vitae meditatio est. 
(Não existe nada em que um homem livre pense menos que a morte; 
sua sabedoria é meditar não sobre a morte, mas sobre a vida.)
Espinosa, Etica, p.IV, Prop.67.
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Em 1876 o abade (*1) A. Gratry escreveu: “Se realmente os caracteres
matemáticos são verdades absolutas eternas, eles vivem em Deus, são
a Lei de todas as coisas. Nossa compreensão começa pela natureza
inanimada. Mas, que são os números na ordem viva? Que são eles na
alma? Que são eles em Deus? E qual a filosofia dessas formas?
Perguntas estranhas para os matemáticos puros, assim como para os
filósofos puros, mas perguntas que são feitas e que talvez sejam
respondidas um dia, quando as matemáticas se estenderem ao
conjunto da ciência comparada”.
Não podemos falar de Cabala sem falar da “Árvore da Vida”, que
é um diagrama que representa as forças operativas do Universo. Alan
Richardson nos diz que assim como a Astrologia classifica o caráter
humano em doze tipos distintos, a “Árvore da Vida”, possui dez
categorias essenciais em que as qualidades da vida podem ser
divididas.
(*1) Alphonse Gratry (Lille30 de março de 1805 – Montreux (Suíça), 7 de fevereiro de 1872) foi um filósofo francês do século XIX.
Foi professor de Teologia Moral na Sorbonne e membro da Academia Francesa (1867), participou na fundação do Oratório da Imaculada Conceição. Combateu o panteísmo e o idealismo alemão (em especial Hegel), defendendo em alternativa um espiritualismo católico baseado num método indutivo.
Exerceu forte influência ao Padre Antonin-Gilbert Sertillanges.
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12
Jesus escolheu doze Apóstolos: Simão pescador (a quem
altera o nome para Pedro), e André, seu irmão; Tiago, filho de
Zebedeu, e João, seu irmão; Felipe e Bartolomeu; Tomé e
Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu, e Lebeu (apelidado
Tadeu); Simão Cananita (que tem o nome alterado para “o
Zelote”) e Judas Iscariotes.

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12
Doze é a multiplicação da criação, da perfeição divina. O número 12 aparece desde os primórdios da civilização. É algo recorrente e diversificado. O calendário Babilônico, por exemplo, era baseado no número 12, até porque o tempo e o espaço têm forte relação com o 12: nosso dia é dividido em 2 períodos de 12 horas, o dia e a noite. Nosso ano tem 12 meses, nosso relógio 2 vezes 12 horas e até nossos minutos, que são medidos em 60 segundos, são resultado de 5 vezes 12. As estações do ano são quatro, divididas em períodos de 3 meses.
3 x 4 = 12.
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12
O 12 aparece na história, na religião, na astrologia e em diversas outras esferas da sociedade e civilização. A coroa do Rei da Inglaterra é incrustrada de 12 pedras, cada uma simbolizando as virtudes e funções do monarca:
Topázio - São as virtudes que o Rei deve possuir; Esmeralda - Justiça; Sardônico - Elevação; Crisólito - Sabedoria e prudência do Rei; Calcedônia - Coragem; Jacinto - Temperança e solidariedade; Jaspe - Abundância que deve ser direcionada ao povo; Crisólogo - Busca das coisas celestes; Berilo - Desprendimento e pureza do Rei; Safira - Continência; Ametista - É a função real da que o Rei não deve abdicar jamais; Ônix - Humildade, caridade e sinceridade do Rei.

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12
As notas musicais são 12:
C, C#, D, D#, E, F, F#, G, G#, A, A#, B.
...ou 12 são os graus cromáticos:
dó, dó#, ré, ré#, mi, fá, fá#, sol, sol#, lá, lá#, si.

12 são as matrizes de cores primárias, secundárias e complementares:
Amarelo, Amarelo Esverdeado, Verde, Azul Esverdeado, Azul, Azul Violeta, Violeta, Vermelho Violeta, Vermelho, Vermelho Alaranjado, Laranja, Amarelo Alaranjado.



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12

Os Doze Sentidos e os sete processos vitais
Conferência proferida em Dornach (Suiça), em 12 de agosto de 1916
Rudolf Steiner


Quando se fala em ‘grande mundo’ e ‘pequeno mundo’, em rnacrocosmo e microcosmo — como, por exemplo, Göethe o fez em seu Fausto —, fala-se do universo todo e do homem: o universo todo como sendo o grande mundo e o homem como sendo o pequeno mundo. O relacionamento entre o cosmo e o homem é, como já vimos em vários exemplos, múltiplo e bastante complicado. Hoje quero relembrar algumas coisas que já foram abordadas e ligar esta recordação a uma observação sobre o relacionamento do homem com o universo. Os Senhores recordam que, ao falar de nossos sentidos, daquilo que o homem é como portador de seus sentidos, afirmamos que esses sentidos receberam seu primeiro germe, seu primeiro impulso, durante o desenvolvimento do antigo Saturno.1 Isso os Senhores já encontram nos vários ciclos [impressos] de palestras [proferidas por mim]. Mas é óbvio que não podemos imaginar que os sentidos, da maneira como surgiram no primeiro impulso, no primeiro germe, na época do antigo Saturno, já fossem tal qual são hoje. Evidentemente, isso seria uma insensatez. Já é mesmo extremamente difícil imaginar como eram os sentidos dos homens durante o desenvolvimento da antiga Lua. Nessa época, eles ainda eram bem diferentes do que são hoje. Eu gostaria, então, de esclarecer como eram esses sentidos em seu terceiro estágio de desenvoivimento 2 durante a evolução da antiga Lua. A configuração que os sentidos humanos têm hoje é bem mais desvitalizada do que na época do desenvolvimento da antiga Lua. Naquela época, os sentidos eram muito mais vivos, eram órgãos muito mais cheios de vida. Em compensação, não eram apropriados para formar a base da vida totalmente consciente do homem; eram apropriados apenas para a antiga clarividência onírica do homem lunar, que se consumava com a exclusão de qualquer tipo de liberdade, de qualquer atitude ou impulso de desejo livres. A liberdade, como impulso, só pôde desenvolver-se no homem durante o período de evolução da Terra. Portanto, os sentidos ainda não eram a base para este tipo de consciência que possuímos durante a época terrestre; constituíam apenas a base para uma consciência que era mais indistinta e mais imaginativa do que a atual consciência terrena, e que se assemelhava, como já foi exposto várias vezes, à atual consciência de sonho. O homem, tal como é hoje, admite cinco sentidos. Nós, porém, sabemos que isso é incorreto, pois na verdade temos de distinguir doze sentidos humanos. Todos os outros sete devem ser mencionados, além dos cinco usuais; trata-se de sentidos tão legítimos, para a época da Terra, como o são os cinco sentidos sempre mencionados.

Os doze sentidos e os sete processos vitais  - Rudolf Steiner  - Editora Antroposófi ca Antroposofi a – um resumo depois de 21 anos – Rudolf Steiner –Ed. João de Barro – palestra de  02.02.1924  O artigo O Corpo Etérico – Dr. Otto Wolf – O Artigo Os Sete Processos Vitais – Sonia Setzer  - publicado na revista da  SMBA 

Rudolf Steiner[1] (Kraljevec, fronteira austro-húngara, 27 de fevereiro de 1861 — Dornach30 de março de 1925) foi um filósofo, educador, artista e esoterista. Foi fundador da antroposofia, da pedagogia Waldorf, da agricultura biodinâmica, da medicina antroposófica e da euritimia, esta última criada com a colaboração de sua esposa, Marie Steiner-von Sivers. Seus interesses eram variados: além do ocultismo, se interessou por agriculturaarquiteturaartedramaliteraturamatemáticamedicinafilosofiaciência e religião.
  1.  «Goetheanum»www.goetheanum.org. Consultado em 10 de junho de 2020
Após terminar sua tese de doutorado na Universidade de Rostock, sobre a teoria do conhecimento de Fichte, a partir de 1883 dedicou-se a editar as obras científicas de Johann Wolfgang von Goethe. Tornou-se um profundo conhecedor da obra de Goethe, escrevendo numerosas obras sobre este e dedicando-se à explicação do pensamento do autor alemão. Ao mesmo tempo escrevia sobre assuntos filosóficos.

sábado, 21 de dezembro de 2019

Flores

“O DESABROCHAR DA CONSCIÊNCIA HUMANA








EVOCAÇÃO


Terra, 114 milhões de anos atrás, de manhã, logo após o nascer do sol: a primeira flor que aparece no planeta abre-se para receber os raios solares. Antes desse formidável acontecimento, que representa uma transformação evolucionária na vida das plantas, 0 globo já estivera coberto de vegetação por milhões de anos.

A primeira flor provavelmente não durou muito tempo. As flores devem ter permanecido como um fenômeno raro e isolado porque talvez as condições ainda não fossem favoráveis à plena ocorrência do florescimento. Um dia, porém, um limite crítico foi alcançado e, de repente, deve ter se dado uma explosão de cores e perfumes por toda a Terra - isso é o que uma consciência observadora teria visto se estivesse presente.

Muito tempo depois, esses seres delicados e fragrantes que chamamos de flores viriam a desempenhar um papel essencial na evolução da consciência de outras espécies. Cada vez mais, os seres humanos seriam atraídos e se sentiriam fascinados por eles. É provável que as flores tenham sido a primeira coisa que a consciência da espécie humana começou a valorizar enquanto se desenvolvia, mesmo que elas não tivessem um propósito utilitário imediato, isto é, que não estivessem vinculadas de alguma maneira à sobrevivência.

No decorrer dos tempos, as flores foram a fonte de inspiração de incontáveis artistas, poetas e místicos. Jesus pede-nos que as contemplemos e que aprendamos com elas sobre como viver. Diz-se que, em determinada ocasião, Buda  teria proferido um "sermão silencioso" enquanto segurava uma flor e a apreciava.

 Após algum tempo, um monge chamado Mahakasyapa começou a sorrir diante dos presentes. Ele teria sido o único a entender o sermão. De acordo com a lenda, aquele sorriso (isto é, a compreensão) foi transmitido às gerações seguintes por 28 mestres sucessivamente e, muito tempo depois, tornou-se a origem do zen.

Contemplar a beleza de uma flor poderia despertar os seres humanos, ainda que por um breve momento, para a beleza que constitui uma parte essencial do seu próprio ser mais profundo, sua verdadeira natureza. O início do reconhecimento da beleza foi um dos acontecimentos mais significativos na evolução da consciência da nossa espécie.

Os sentimentos de alegria e amor estão ligados de modo intrínseco a isso. Sem que percebêssemos inteiramente, as flores tornaram-se uma expressão em termos de forma daquilo que é mais elevado, mais sagrado e, em última análise, informe, dentro de nós. Mais efêmeras, mais etéreas e mais delicadas do que as plantas das quais se originam, elas são como mensageiras de outra esfera, uma espécie de ponte entre o mundo das formas materiais e o informe.

 Elas não só exalam um perfume suave e agradável aos seres humanos como emanam a fragrância da esfera espiritual. Se usássemos a palavra "iluminação" num sentido mais amplo do que o convencionalmente aceito, poderíamos considerá-las a iluminação das plantas.

Toda forma de vida em qualquer reino estudado pelas ciências naturais - mineral, vegetal, animal e humano - pode passar pelo processo de "iluminação".

Porém, é raro isso acontecer, uma vez que significa mais do que um avanço: pressupõe uma descontinuidade no seu desenvolvimento, um salto a um patamar inteiramente diferente do Ser e, mais importante, uma diminuição da materialidade.” (2005, Eckhart Tolle)


Título original: A New Earth Copyright © 2005 por Eckhart Tolle Copyright da tradução © 2007 por GMT Editores Ltda. A edição original em inglês foi publicada pela Dutton,
uma divisão da Penguin USA.
Todos os direitos reservados.

segunda-feira, 8 de julho de 2019

As cartas de Vincent Van Gogh antes de sua partida

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Fonte: Google

https://groups.google.com/forum/#!topic/armazem18/POpP0oVGO-Q


“Eles são vastos trechos de trigo sob um céu problemático, e eu não tive que sair muito do meu caminho para tentar expressar tristeza e extrema solidão. Tenho quase certeza de que essas telas vão lhe dizer o que não posso dizer em palavras, ou seja, quão saudável e revigorante eu acho o campo. ”


Vincent Willem van Gogh (holandês[ˈvɪnsɛnt ˈʋɪləm vɑn ˈɣɔx] (Ltspkr.png ouça); Zundert30 de marçode 1853 – Auvers-sur-Oise29 de julho de 1890) foi um pintor holandês considerado uma das figuras mais famosas e influentes da história da arte ocidental. Ele criou mais de dois mil trabalhos em pouco mais de uma década, incluindo por volta de 860 pinturas a óleo, a maioria dos quais durante seus dois últimos anos de vida. Suas obras abrangem paisagensnaturezas-mortasretratos e autorretratos caracterizados por cores dramáticas e vibrantes, além de pinceladas impulsivas e expressivas que contribuíram para as fundações da arte moderna.

A fonte primária mais compreensiva sobre a vida e obra de Vincent van Gogh é a correspondência trocada entre ele e seu irmão mais novo Theo van Gogh. Estão registradas nas centenas de cartas trocadas entre os dois de 1872 a 1890 sua duradoura amizade e a maior parte do que se conhece sobre os pensamentos e teorias de arte de Van Gogh.[3] Theo trabalhava como comerciante de arte e ofereceu suporte financeiro e emocional ao irmão, dando-lhe também acesso a figuras influentes do mundo artístico.[4]

Theo guardou todas as correspondências que Van Gogh lhe enviou.[5] Este, por outro lado, manteve apenas algumas das cartas que recebeu. Johanna van Gogh-Bonger, a viúva de Theo, providenciou a publicação de algumas dessas cartas após as mortes dos dois irmãos. Outras apareceram em 1906 e 1913, com a maioria sendo publicada em 1914.[6] As cartas de Van Gogh eram eloquentes e expressivas, tendo sido descritas também como carregadas de uma "intimidade de diário" e semelhantes a uma autobiografia.[4] 

Trechos em destaque, para serem lidos com sua devida atenção:



"Falamos bastante sobre qual é o nosso dever, e como poderíamos chegar a algo de bom, e chegamos à conclusão que nosso objetivo em primeiro lugar deve ser o de achar um lugar determinado, e uma profissão à qual possamos nos dedicar integralmente.

E acredito que estávamos igualmente de acordo de que o necessário é sobretudo ter em vista o objetivo final, e que uma vitória, após toda uma vida de trabalho e de esforços, vale mais que uma vitória obtida mais cedo.

Aquele que vive sinceramente e encontra aflições verdadeiras e desilusões, e que jamais se deixa abater por elas, vale mais que os que sempre vão de vento em popa, e que conheceriam uma prosperidade apenas relativa.

Pois, em quem constatamos da maneira mais visível um valor superior, senão naqueles a quem se aplicam as palavras: “Lavradores, vossa vida é triste, lavradores, vós sofreis na vida, lavradores, vós sois bem-aventurados”, senão naqueles que carregam os estigmas de “toda uma vida de luta e de trabalho suportada sem jamais se curvar”?

É bom se esforçar em assemelhar-se a eles.

Avançamos portanto em nossa estrada indefessi favente Deo. 

No que me diz respeito, devo tornar-me um bom pregador que tenha algo de bom a dizer e que possa ser útil no mundo, e talvez fosse melhor eu conhecer um tempo relativamente longo de preparação, e estar solidamente confirmado numa firme convicção, antes de ser chamado a falar aos outros...

A partir do momento em que nos esforcemos em viver sinceramente, tudo irá bem, mesmo que tenhamos inevitavelmente que passar por aflições sinceras e verdadeiras desilusões; cometeremos provavelmente também pesados erros e cumpriremos más ações, mas é verdade que é preferível ter o espírito ardente, por mais que tenhamos que cometer mais erros, do que ser mesquinho e demasiado prudente.

É bom amar tanto quanto possamos, pois nisso consiste a verdadeira força, e aquele que ama muito realiza grandes coisas e é capaz, e o que se faz por amor está bem feito.

Quando ficamos admirados com um ou outro livro, por exemplo, tomando ao acaso: A andorinha, A calhandra, O rouxinol, As aspirações do outono, Daqui eu vejo uma senhora, Eu amava esta pequena cidade singular, de Michelet, é porque estes livros foram escritos de coração, na simplicidade e na pobreza de espírito.

Se só pudéssemos dizer umas poucas palavras, mas que tivessem um sentido, seria melhor que pronunciar muitas que não fossem mais que sons vazios, e que poderiam ser pronunciadas com tanto mais facilidade, quanto menos utilidade tivessem.

Se continuarmos a amar sinceramente o que na verdade é digno de amor, e não desperdiçarmos nosso amor em coisas insignificantes, nulas e insípidas, obteremos pouco a pouco mais luz e nos tornaremos mais fortes. 

Quanto antes procurarmos nos qualificar num certo ramo de atividade e numa certa profissão, e adotarmos uma maneira de pensar e de agir relativamente independente, e quanto mais nos ativermos a regras fixas, mais firme se tornará o caráter, sem que para isto tenhamos de nos tornar limitados.

E é sensato fazer estas coisas, porque a vida é curta e o tempo passa depressa; se nos aperfeiçoamos numa única coisa e a compreendemos bem, alcançamos além disto a compreensão e o conhecimento de muitas outras coisas. 

Às vezes é bom ir ao fundo e frequentar os homens, e às vezes somos até obrigados e chamados a isto, mas aquele que prefere permanecer só e tranquilo em sua obra, e não quer ter mais que uns poucos amigos, é quem circula com maior segurança entre os homens e no mundo.

É preciso não se fiar jamais no fato de viver sem dificuldades ou sem preocupações ou obstáculos de qualquer natureza, mas não se deve procurar ter uma vida muito fácil.

E mesmo nos ambientes cultos e nas melhores sociedades e circunstâncias mais favoráveis, é preciso conservar algo do caráter original de um Robinson Crusoé ou de um homem da natureza, jamais deixar extinguir-se a chama interior, e sim cultivá-la. 

E aquele que continua a guardar a pobreza e que a preza, possui um grande tesouro e ouvirá sempre com clareza a voz de sua consciência; aquele que escuta e segue esta voz interior, que é o melhor dom de Deus, acabará por encontrar nela um amigo e jamais estará só... 

*** *** ***
Que seja este o nosso destino, meu rapaz, que teu caminho seja próspero, e que Deus esteja contigo em todas as coisas e te faça triunfar, é o que te desejo com um cordial aperto de mão em tua partida. Teu irmão que te ama, VINCENT (121). 

...
Wasmes, junho de 1879 Não conheço melhor definição da palavra arte que esta: “A arte é o homem acrescentado à natureza”; à natureza, à realidade, à verdade, mas com um significado, com uma concepção, com um caráter, que o artista ressalta, e aos quais dá expressão, “resgata”, distingue, liberta, ilumina. Um quadro de Mauve ou de Maris ou de Israels diz mais e fala mais claro que a própria natureza (130). 1

...

Por que lhe digo tudo isto? Não é para me queixar, não é para me desculpar naquilo em que eu possa ter mais ou menos errado, mas simplesmente para lhe dizer isto:

Quando de sua última visita no verão passado, quando nós dois passávamos perto da caverna abandonada que chamam de “A Feiticeira”, você me lembrou que houve uma época em que também passeávamos os dois perto do velho canal e do moinho de Rijswick, “e então”, você me dizia, “nós estávamos de acordo sobre muitas coisas, mas”, você acrescentou, “desde então você mudou muito, você já não é mais o mesmo”.

Pois bem, isto não é bem assim; o que mudou, é que minha vida era então menos difícil, e meu futuro aparentemente menos sombrio; mas quanto ao meu íntimo, quanto à minha maneira de ver e de pensar, nada disto mudou, e se de fato houvesse alguma mudança, é que agora eu penso e acredito e amo mais serenamente aquilo que na época eu também já pensava, acreditava e amava.

Seria portanto um mal-entendido se você persistisse em acreditar que, por exemplo, agora eu seria menos caloroso por Rembrandt ou Millet ou Delacroix ou quem ou o que quer que fosse, pois acontece justo o contrário, apenas, veja você, há várias coisas em que acreditar e amar, e há algo de Rembrandt em Shakespeare, e de Corrège em Michelet, e de Delacroix em Victor Hugo e ainda há algo de Rembrandt no Evangelho e algo do Evangelho em Rembrandt, como queira, isto dá mais ou menos na mesma, desde que se entenda a coisa como bom entendedor, sem querer desviá-la para o mau sentido e se levarmos em conta os termos da comparação, que não tem a pretensão de diminuir os méritos das personalidades originais.

E em Bunyan há algo de Maris ou de Millet e em Beecher Stowe há algo de Ary Scheffer. Agora, se você pode perdoar um homem que se aprofunda nos quadros, admita também que o amor aos livros é tão sagrado quanto o amor a Rembrandt, e inclusive acredito que os dois se completam.

...
Mas no entanto – você dirá – você é um ser execrável, já que tem ideias impossíveis sobre a religião, e escrúpulos de consciência pueris.

Se os tenho impossíveis ou pueris, possa eu me livrar disto, é tudo o que peço.

Mas veja mais ou menos o ponto em que me encontro.

Você encontrará em O filósofo sob os tetos, de Souvester, como um homem do povo, um simples operário muito miserável que seja, se imaginava a pátria.

“Você talvez jamais pensou no que é a pátria”, retomou ele pousando uma mão em meu ombro, “é tudo o que te envolve, tudo o que te criou e te alimentou, tudo que amaste, este campo que vês, estas casas, estas árvores, estas jovens que passam ali rindo, são a pátria.

As leis que te protegem, o pão pago por teu trabalho, as palavras que tu trocas, a alegria e a tristeza provenientes das coisas ou dos homens entre os quais vives, são a pátria.

O quartinho onde outrora viste tua mãe, as lembranças que ela te deixou, a terra em que ela repousa são a pátria.

Tu a vês, tu a respiras em todos os lugares. Imagines os direitos e os deveres, as afeições e as necessidades, as lembranças e o reconhecimento, reúne tudo isso numa palavra e esta palavra será a pátria”. 

Ora, da mesma forma tudo o que é verdadeiramente bom e belo, de beleza interior moral, espiritual e sublime nos homens e em suas obras, acredito que vem de Deus, e tudo o que há de ruim e de mau nas obras dos homens e nos homens, não é de Deus, e Deus também não o acha bom. 

Mas involuntariamente sou levado a crer que a melhor maneira de conhecer Deus é amar muito. 

Ame tal amigo, tal pessoa, tal coisa, o que quiser, e você estará no bom caminho para depois saber mais, eis o que eu digo a mim mesmo. Mas é preciso amar com uma grande e séria simpatia íntima, com vontade, com inteligência, e é preciso sempre procurar saber mais, melhor e mais. Isto conduz a Deus, isto conduz à fé inabalável.

Para citar um exemplo, alguém que ame Rembrandt, mas ame-o seriamente saberá que há um Deus, e Nele terá fé.

Alguém que se aprofunde na história da Revolução Francesa – não será incrédulo, verá que também nas grandes coisas há uma potência soberana que se manifesta. Alguém que tenha assistido, mesmo que por pouco tempo, ao curso gratuito da grande universidade da miséria e que tenha prestado atenção às coisas que seus próprios olhos veem e que seus ouvidos percebem, e que tenha refletido sobre isto, também acabará por crer e talvez aprenda mais do que imagina.

Procure entender a fundo o que dizem os grandes artistas, os verdadeiros artistas, em suas obras-primas, e encontrará Deus nelas. 

Um o terá dito ou escrito num livro, outro, num quadro

Depois, às vezes pode-se até ficar um pouco abstraído, um pouco sonhador. Há quem fique abstraído demais, sonhador demais; talvez seja o que ocorre comigo, mas é minha culpa. Afinal, quem sabe, não havia motivo para isto. Estava abstraído, preocupado, inquieto por uma ou outra razão, mas a gente se refaz!

O sonhador às vezes cai num poço, mas dizem que logo ele se reergue.

E o homem abstraído, em compensação, por vezes também tem sua presença de espírito. Às vezes é um personagem que tem sua razão de ser por um ou outro motivo que não distinguimos à primeira vista, ou que, na maioria das vezes, esquecemos involuntariamente.

Fulano, que andou agitado como se estivesse num mar tempestuoso, chega enfim ao seu destino; um outro que parecia não valer nada e ser incapaz de exercer qualquer função acaba por encontrar uma e, ativo e capaz de agir, mostra-se totalmente outro do que parecia à primeira vista.

Escrevo-lhe um pouco ao acaso o que me vem à pena, ficaria muito contente se de alguma maneira você pudesse ver em mim mais que um vagabundo. Acaso haverá vagabundos e vagabundos que sejam diferentes? 

Há quem seja vagabundo por preguiça e fraqueza de caráter, pela indignidade de sua própria natureza: você pode, se achar justo, me tomar por um destes.

Além deste, há um outro vagabundo, o vagabundo que é bom apesar de si, que intimamente é atormentado por um grande desejo de ação, que nada faz porque está impossibilitado de fazê-lo, porque está como que preso por alguma coisa, porque não tem o que lhe é necessário para ser produtivo, porque a fatalidade das circunstâncias o reduz a este ponto, um vagabundo assim nem sempre sabe por si próprio o que poderia fazer, mas, por instinto, sente:

 “No entanto, eu sirvo para algo, sinto em mim uma razão de ser, sei que poderia ser um homem completamente diferente. 

No que é que eu poderia ser útil, para o que poderia eu servir; existe algo dentro de mim, o que será então?”. 

Este é um vagabundo completamente diferente; você pode, se achar justo, tomar-me por um destes. 

Um pássaro na gaiola durante a primavera sabe muito bem que existe algo em que ele pode ser bom, sente muito bem que há algo a fazer, mas não pode fazê-lo. O que será? Ele não se lembra muito bem. 
Tem então vagas lembranças e diz para si mesmo: “Os outros fazem seus ninhos, têm seus filhotes e criam a ninhada”, e então bate com a cabeça nas grades da gaiola. 

E a gaiola continua ali, e o pássaro fica louco de dor. 

“Vejam que vagabundo”, diz um outro pássaro que passa, “esse aí é um tipo de aposentado”. No entanto, o prisioneiro vive, e não morre, nada exteriormente revela o que se passa em seu íntimo, ele está bem, está mais ou menos feliz sob os raios de sol. 

Mas vem a época da migração. Acesso de melancolia – “mas” dizem as crianças que o criam na gaiola, “afinal ele tem tudo o que precisa”. E ele olha lá fora o céu cheio, carregado de tempestade, e sente em si a revolta contra a fatalidade.

 “Estou preso, estou preso e não me falta nada, imbecis. Tenho tudo o que preciso. Ah! por bondade, liberdade! ser um pássaro como outros.” Aquele homem vagabundo assemelha-se a este pássaro vagabundo... 

E os homens ficam frequentemente impossibilitados de fazer algo, prisioneiros de não sei que prisão horrível, horrível, muito horrível.

Há também, eu sei, a libertação, a libertação tardia.

Uma reputação arruinada com ou sem razão, a penúria, a fatalidade das circunstâncias, o infortúnio, fazem prisioneiros.

Nem sempre sabemos dizer o que é que nos encerra, o que é que nos cerca, o que é que parece nos enterrar, mas no entanto sentimos não sei que barras, que grades, que muros. Será tudo isto imaginação, fantasia?

Não creio; e então nos perguntamos: meu Deus, será por muito tempo, será para sempre, será para a eternidade? Você sabe o que faz desaparecer a prisão. E toda afeição profunda, séria.

Ser amigos, ser irmãos, amar, isto abre a porta da prisão por poder soberano, como um encanto muito poderoso. Mas aquele que não tem isto permanece na morte. Mas onde renasce a simpatia, renasce a vida. Além disso, às vezes a prisão se chama preconceito, mal-entendido, ignorância, falta disto ou daquilo, desconfiança, falsa vergonha. Mas para falar de outra coisa, se eu caí, por outro lado você subiu.

E se eu perdi simpatias, você por seu lado as ganhou. Eis o que me deixa contente; falo sério e isto sempre me alegrará. 

Se você fosse pouco sério e pouco profundo, eu poderia temer que isso não durasse muito, mas como acredito que você seja muito sério e muito profundo, sou levado a crer que isto durará. 

Só que se lhe fosse possível ver em mim algo mais que um vagabundo da pior espécie eu ficaria muito contente. 

Então se eu puder alguma vez fazer algo por você, ser-lhe útil em alguma coisa, saiba que estou à sua disposição.

 Se aceitei o que você me deu, você também poderia, caso de alguma forma eu puder ajudá-lo, pedir-me: eu ficaria contente e consideraria isso uma prova de confiança. 

Nós estamos muito distantes um do outro e podemos ter pontos de vista diferentes; contudo, em dado momento, algum dia, poderíamos ajudar-nos um ao outro.

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Por hoje eu lhe aperto a mão, agradecendo novamente a bondade que você teve comigo.

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Agora, se mais cedo ou mais tarde você quiser me escrever, meu endereço é chez Ch. Decrucq, rue du Pavillon 8, em Cuesmes, perto de Mons. E saiba que escrevendo-me você me fará bem.

Do seu, VINCENT (133).




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terça-feira, 4 de dezembro de 2018

A Resistência

 Estudo Livro 
A Guerra da Arte - Steven Pressfield 

A RESISTÊNCIA 

A VIDA NÃO-VIVIDA
“Uma noite, quando eu estava deitado,
Ouvi papai conversando com mamãe.
Ouvi papai dizer para deixar o garoto tocar o boogie-woome
Porque isso está dentro dele e ele tem que colocar para fora * John Lee Hooker, letra da canção Booaie Chillen”

A Resistência é a forca mais tóxica do planeta. É fonte de mais infelicidade do que pobreza, doença e disfunção erétil. Ceder à Resistência deforma nosso espírito. Atrofia-nos e nos torna menores do que nascemos para ser. Se você acredita em Deus (e eu acredito), deve considerar a Resistência um mal, pois nos impede de alcançar a vida que Deus planejou para nós ao dotar cada ser humano de seu próprio e único gênio criativo. A palavra gênio vem do latim genius. Os romanos
usavam-na para designar um espírito interior, sagrado e invio- lável, que nos protege, guiando-nos para nossa vocação. 

Um escritor escreve com seu gênio; um artista pinta com o seu; todo aquele que cria o faz a partir deste centro sagrado. E a morada de nossa alma, o receptáculo que abriga nosso ser potencial, é o nosso farol, nossa estrela polar.

Todo sol lança uma sombra e a sombra do gênio é a Resistência. 

Por mais forte que seja o chamado de nossa alma para a realização, igualmente potentes são as forças da Resis- tência reunidas contra ele. A Resistência é mais rápida do que o projétil de uma arma, mais poderosa do que uma locomo- tiva, mais difícil de renegar do que cocaína. Não estaremos sozinhos se formos dizimados pela Resistência; milhões de mulheres e homens bons foram derrubados antes de nós. E o
pior é que nem ficamos sabendo o que nos atingiu. Eu nunca
* No original em inglês:"One night I was layin' down, / I heard
Papa talkin' to Mama. / I heard Papa say, to let that boy boogíe-woogie. / 'Cause it s in him and its sit to canie out." (N. do E.)
A maioria de nós possui duas vidas. A vida que vivemos e a vida não-vivida que existe dentro de nós. Entre as duas. encontra-se a Resistência.
Você já levou para casa uma esteira ergométrica e dei- xou-a acumulando poeira no sótão? Já abandonou uma dieta, um curso de yoga, unia prática de meditação?...”


“Olhe no fundo do seu coração. A menos que eu seja louco, neste mesmo instante uma vozinha fraca está sussur- rando, dizendo-lhe, como já fez milhares de vezes, qual é a vocação que é sua e apenas sua.Você sabe. Ninguém tem que lhe dizer. E a menos que eu seja louco, você não está mais per- to de tomar uma atitude em relação a ela do que estava ontem ou estará amanhã. Acha que a Resistência não é real? A Resis- tência o matará.
Sabe, Hitler queria ser artista. Aos 18 anos, pegou sua herança, setecentos kronen, e mudou-se para Viena para viver e estudar. Inscreveu-se na Academia de Belas-Artes e poste- riormente na Faculdade de Arquitetura. Já viu algum quadro dele? Eu também não. A Resistência o derrotou. Pode achar que é exagero, mas vou dizer mesmo assim: foi mais fácil para Hitler deflagrar a 2 Guerra Mundial do que encarar uma tela
em branco.”

...”A Resistência parece vir do exterior. Nós a localizamos em cônjuges, empregos, chefes e crianças. "Adversários periféri- cos", como Pat Riley costumava dizer quando era técnico do Los Angeles Lakers.
A Resistência não é um adversário periférico.A Resis- tência surge em nosso interior.Tem geração própria e perpe- tua-se por si mesma. A Resistência é o inimigo interno.”...

 “ A RESISTÊNCIA JOGA PARA GANHAR
A RESISTÊNCIA AUMENTA-SE DO MEDO

O objetivo da Resistência não é ferir ou aleijar. Sua intenção é matar. Seu alvo é o epicentro de nosso ser: nosso gênio cria- tivo, nossa alma, o dom único e inestimável com que fomos trazidos ao mundo para dar e que ninguém mais possui. A Resistência joga para valer. Ao combatê-la, travamos uma guerra com a morte. 

A Resistência não tem força própria. Cada gota de sua seiva vem de nós. Nós lhe damos força com o nosso medo.
Domine esse medo e vencerá a Resistência.” ...

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Caminho Infinito - Joel S. Goldsmith - Simples Reflexões

A questão é: Que pode o homem fazer para obter esta consciência espiritual e com isso abandonar o sentido materialista? A resposta é: "Leia e estude as verdades reveladas ao longo dos tempos sobre a Consciência universal, Alma ou Espírito e sobre a criação espiritual e suas leis. Absorva o sentido destas revelações".

Joel Goldsmith 

Não é preciso sair para ver melhor, nem assomar à janela. Habite apenas no centro do seu ser; quanto mais dele se afastar, menos saberá. 

LAO-TSÉ


A verdade está dentro de nós. Há um centro profundo em todos nós, onde mora a Verdade em sua plenitude; e, para saber, antes rasgar um caminho por onde possa sair o esplendor cativo que mergulhar na luz que imaginamos externa. 

ROBERT BROWNING 


Um Deus fez sua morada em nosso peito: quando Ele nos desperta, a chama da inspiração nos aquece; este supremo êxtase brota das sementes que a mente divina semeou no homem. 

OVÍDIO  

Muitos não assumem o problema para si mesmos, não para o recôndito de sua própria mente, mas para o primeiro grupo de pessoas que encontram. 

VALDIVAR 


O reino de Deus está dentro de vós. 

JESUS 

O_Primeiro_Livro_de_Pistis_Sophia

Trechos Livro : O Primeiro  Livro de Pistis Sophia




"O mistério das cinco palavras na veste. Quando o sol havia se elevado no oriente, um grande poder luminoso desceu, no qual estava a minha Veste, que eu havia deixado no vigésimo-quarto mistério, como já vos contei. E descobri um mistério em minha Veste, escrito em cinco palavras que pertencem ao alto: 118 cuja interpretação é esta;119 A interpretação deste mistério. Ó Mistério, que estás fora do mundo, a causa do surgimento do Todo que és o surgimento total e a ascenção total, que emanaste todas as emanações e tudo o que se encontra em seu meio, por cuja causa todos os mistérios e todas suas regiões existem vem a nós120, pois somos teus membros. Estamos todos contigo; somos um e o mesmo 121 . Tu és o Primeiro Mistério, que existiu desde o princípio no Inefável, antes dele surgir, e cujo nome somos todos nós. Agora, portanto, viemos todos para encontrar-te no último limite122 , que é também o último mistério do interior; sendo ele próprio uma parte de nós. "